sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Livro - A Revolução dos Bichos

Lembra aquele livro que comprei num sebo só para não perder a conversa com a moça bonitona (clique aqui para ver o post)? Pois bem, é um livro curto e que tem uma história bem interessante, comecei ontem a lê-lo e hoje já terminei. Como adoro história, me apaixonei com essa sátira à Revolução Comunista e à URSS.

Política também pode ser divertido.
O livro conta a história de uma fazenda cujo dono não dá os devidos cuidados com seus bichos. Um velho porco residente da fazenda, percebendo isso, reúne todos os animais e propõe uma revolução para que tomem o poder dos humanos e passem a controlar a granja.

A revolução dá certo e a principio tudo vai bem, do jeito que o velho porco queria: todos trabalhavam e dividiam igualmente a comida, ninguém era explorado e viviam numa sociedade quase utópica.

Infelizmente, devido a sua idade, o velho porco veio a falecer e outro mais jovem tomou seu posto no comando dos animais. Esse é o problema: o novo líder é ambicioso e o poder começa subir sua cabeça, se tornando um tirano e transformando a perfeita sociedade numa totalmente controlada por um ditador cruel que manipula os bichos.

A história em si nem é tão importante, o que é muito foda nesse livro (e que ele mesmo enfatiza) é a transformação de cada personagem. Darei destaque a três, que por mais simples que pareçam, me encantaram: 
  • Napoleão, o porco que governa a fazenda por mais tempo e abusa do poder;
  • Sansão, um cavalo muito esforçado que é totalmente fiel a seu líder e a revolução e
  • Benjamin, um velho e sábio burro que nunca faz nada, é totalmente pessimista e acha que não importa o que aconteça, a vida deles sempre será difícil e sofrida.

O que me encanta nos três é a mudança (ou falta dela) de personalidade que eles tem no decorrer do tempo. Enquanto Napoleão, no começo, parece lutar junto com os animais e no final se mostra indistinguível dos humanos, Sansão e Benjamin começam e terminam do mesmo jeito e acreditando nas mesmas coisas. Era previsível que Benjamin, sendo pessimista, continuasse sem mudar, mas a fé de Sansão (mesmo após todos os abusos do líder) na Revolução é invejável. Por mais inocente que ele seja, pretendo levar sua persistência para o resto da minha vida, para que eu nunca desista por mais que tudo pareça ter dado errado.

Faltam 77 dias.

Nenhum comentário:

Postar um comentário